Como calcular o valor da sua sessão sem subestimar seu trabalho
Muitos psicólogos cobram menos do que deveriam. Veja uma metodologia simples para definir seu honorário com base em custos reais, mercado e sustentabilidade.
O problema não é cobrar — é não saber quanto cobrar
Psicólogos aprendem durante anos a cuidar das pessoas. Raramente aprendem a precificar seu próprio trabalho. O resultado: honorários que não cobrem os custos reais e uma clínica financeiramente frágil.
Passo 1: mapeie seus custos reais
Custos fixos mensais:
- Aluguel ou rateio do consultório
- Plano de saúde
- Supervisão clínica
- Formação continuada (divida o anual por 12)
- Ferramentas: prontuário, videochamada, contabilidade
- Impostos (MEI, autônomo ou PJ — cada um tem sua alíquota)
Não esqueça: férias, 13° equivalente e reserva de emergência (3 a 6 meses de custos).
Passo 2: calcule sua capacidade real
Para cada hora de sessão existem 20-30 min de prontuário e gestão. 30 a 35 sessões semanais já é uma carga intensa. Defina um número realista — por exemplo, 80 sessões/mês.
Passo 3: calcule o piso
```
Custo mensal ÷ sessões = valor mínimo
```
Custos de R$ 4.000 ÷ 80 sessões = R$ 50/sessão (apenas para cobrir custos). Abaixo disso você está subsidiando o paciente com seu próprio bolso.
Passo 4: inclua sua remuneração
```
(Custos + Remuneração desejada) ÷ sessões = valor justo
```
R$ 4.000 + R$ 6.000 = R$ 10.000 ÷ 80 = R$ 125/sessão.
Passo 5: pesquise o mercado
Compare com o praticado na sua cidade, especialidade e perfil de paciente. Os valores de referência do CFP são um piso ético, não um teto.
Revise anualmente
Custos mudam. Sua experiência cresce. Revise seus honorários pelo menos uma vez por ano — e comunique com antecedência e transparência.
Uma clínica financeiramente saudável é a base para um atendimento de qualidade. Cuidar das suas finanças é cuidar dos seus pacientes.
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